Piscina escolar une esporte e inclusão em Cuiabá
Nos dias de calor intenso em Cuiabá, uma piscina pública localizada no bairro Coxipó tem se tornado um ponto importante para muitas famílias. A piscina semiollímpica da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Maria Dimpina Lobo Duarte evoluiu de um espaço apenas recreativo para um centro de inclusão social, reabilitação e iniciação no esporte adaptado.
O espaço atende alunos da própria escola e também recebe crianças e jovens com deficiência intelectual, física e visual por meio do Centro de Referência Paralímpico de Cuiabá, uma parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro e a Secretaria Municipal de Esportes.
Atividades adaptadas para todos
As atividades na piscina acontecem com agendas específicas. Nas terças e quintas, os estudantes da rede municipal utilizam o local nos contra-turnos escolares. Nas segundas, quartas e sextas, a piscina é destinada à natação paralímpica.
Para crianças autistas e neurodivergentes, é aplicado o método da aquatividade, que é realizado de forma lúdica em grupos pequenos de até 12 alunos, garantindo atenção individualizada e segurança.
Fernanda Rosa Alves de Lima, diretora da escola, destaca que a natação ajuda a desenvolver autonomia e a controlar emoções, trazendo benefícios também no ambiente da sala de aula e em casa.
Benefícios para famílias e crianças
O projeto representa uma alternativa acessível em comparação aos altos custos de terapias e academias privadas em Cuiabá. As famílias observam melhorias comportamentais e maior qualidade de vida nos filhos após alguns meses de prática.
- Inclusão social: Mães de crianças autistas relatam evolução na interação social e comportamento.
- Desenvolvimento: Jovens com deficiências severas ganham suporte para o humor, coordenação motora e controle de peso.
Do aprendizado ao alto rendimento
Coordenado pela professora de Educação Física Kelly Regina da Silva Almeida, o polo de Cuiabá é um dos três existentes no estado de Mato Grosso. As aulas de natação são realizadas na Emeb, enquanto outras modalidades paralímpicas acontecem no Complexo Dom Aquino.
A piscina atende de 30 a 40 alunos por período, com turmas pela manhã e à tarde. Além dos benefícios terapêuticos e sociais, o trabalho já identifica talentos que podem avançar para o esporte competitivo.
Reginaldo Teixeira, secretário municipal de Educação, ressalta que a piscina demonstra como a integração entre educação, esporte e comunidade pode gerar reais oportunidades de inclusão.

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