PL realiza reunião após saída de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos
O Partido Liberal (PL) promoveu uma reunião emergencial nesta terça-feira (27/10), na sede do partido localizada no complexo Brasil 21, em Brasília. A mobilização ocorreu após informações indicarem que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o país com destino aos Estados Unidos.
De acordo com apurações do Metrópoles, a decisão do senador não havia sido comunicada a todos os membros do partido.
Estiveram presentes na reunião o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela coordenação da campanha presidencial de Flávio.
O senador Efraim Filho (PL-PB) também participou, afirmando que o grupo busca analisar o cenário político. “Vamos discutir com Valdemar para entender toda a situação”, declarou.
Horas antes, o senador Marinho negou que Flávio havia deixado o Brasil, afirmando em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles: “Não saiu”.
Fontes próximas à família Bolsonaro relataram que Flávio embarcou rumo à Flórida, informação confirmada ainda por uma fonte do governo dos Estados Unidos à agência Reuters, que confirmou que o candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais estava a caminho do país.
No dia anterior (26/10), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF) dentro de 24 horas e proibiu sua saída do Brasil.
Como o senador não cumpriu o prazo estipulado, a Polícia Federal cancelou seus documentos nesta terça.
Mesmo com o descumprimento da ordem judicial, Flávio não é considerado foragido, já que não existe mandado de prisão contra ele.
O senador é investigado sob suspeita de lavagem de dinheiro em um inquérito que inclui o advogado Willer Tomaz. Flávio nega qualquer irregularidade.
No âmbito político, o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara, expressou apoio ao colega pelo Twitter: “Se Flávio realmente deixou o país, o apoio é total”. O parlamentar comentou que o senador é perseguido e declarou o apoio da oposição na Casa.
A crise dentro do PL veio dois dias após a derrota de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, quando obteve diferença de mais de 4,4 milhões de votos.
Embora o PL tenha aceitado o resultado das eleições, inicialmente Flávio contestou a vitória do petista e anunciou intenção de pedir a anulação do pleito.

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