Principais candidaturas ainda enfrentam indefinições para outubro
O prazo para as convenções partidárias está em andamento, e alguns dos nomes mais relevantes para as eleições de outubro ainda não têm suas candidaturas definidas.
Entre os pré-candidatos à Presidência, Romeu Zema (Novo) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda não escolheram seus candidatos a vice-presidente. Já a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) permanece indecisa sobre disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal.
As convenções, que começaram no dia 20 de julho, são o período em que os partidos e seus membros se reúnem para oficializar seus candidatos. O prazo para essa decisão termina em 5 de agosto, e as legendas têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas.
Michelle Bolsonaro e sua definição
A ex-primeira-dama está bem posicionada nas pesquisas no Distrito Federal, mas ainda não confirmou sua candidatura ao Senado. A decisão envolve disputas internas e familiares dentro do Partido Liberal (PL). Apesar da ausência de um anúncio oficial, integrantes do partido consideram sua candidatura certa, possivelmente indicada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nas últimas semanas, Michelle Bolsonaro enfrentou um quadro político incerto devido a divergências com seus enteados sobre decisões do PL. Em meio a esse clima, ela deixou a liderança do PL Mulher e indicou que não participará da convenção do partido que oficializará a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
Indefinições em Minas Gerais e Paraná
Cleitinho, senador pelo Republicanos, ainda não decidiu se vai concorrer ao governo de Minas Gerais. Sua indecisão tem pausado negociações no campo conservador. Considerado um nome forte para a eleição estadual, sua posição impacta também as estratégias nacionais do PL e de Flávio Bolsonaro.
Se desistir da candidatura, o PL já estuda alternativas, incluindo o empresário Flávio Roscoe, que tem discutido apoio à pré-campanha em Minas Gerais.
No Paraná, o Partido Social Democrático (PSD) ainda não definiu sua chapa para o governo estadual. O deputado federal Sandro Alex (PSD-PR) foi indicado para disputar, mas a escolha do vice-governador está pendente.
A disputa no Paraná foi influenciada pela decisão do PSD de lançar o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à presidência, ao invés do governador Ratinho Jr., que cogitava entrar na disputa presidencial.

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