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Brasil

Produtora apresenta reclamação no STF após operação da PF

Redação BDN
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Foto: Reprodução/Defesa Civil

A defesa de Karina Gama, produtora responsável pelo filme Dark Horse, ajuizou nesta quinta-feira (10/9) uma reclamação constitucional na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação ocorre após a Polícia Federal (PF) deflagrar a Operação Make Up, baseada em decisão do ministro Flávio Dino. A empresária não questiona as investigações, mas pede que seja garantida a autoridade das decisões do STF e a competência do juiz natural.

Em nota, a defesa afirmou que a cliente tem cooperado voluntariamente com as investigações, entregando mais de 20 mil laudas de documentos, o que demonstra boa-fé e respeito ao processo.

A operação também atingiu o deputado federal Mario Frias (PL), que participou como roteirista e produtor-executivo do filme. Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. O celular do parlamentar foi apreendido pela PF.

A investigação apontou movimentação de R$ 19 milhões, entre novembro e dezembro de 2025, pela produtora Go Up, que tem Karina Gama como sócia, e identificou coincidência entre repasses de emendas parlamentares do deputado Mario Frias e as despesas da produtora.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Mario Frias classificou a operação como uma “cortina de fumaça”, negando irregularidades na produção do filme. O deputado afirmou que vai colaborar com as investigações, entregar toda a documentação solicitada e acredita que o caso será arquivado.

“Vou colaborar com tudo que for pedido, entregar cada documento e seguir na rua, representando São Paulo e apoiando o presidente Flávio Bolsonaro. A paz eu já tenho. A verdade o tempo traz”, declarou o parlamentar.

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