Tensão aumenta entre Brasil e Argentina após fuga de Flávio Bolsonaro
A relação entre Brasil e Argentina está cada vez mais tensa após a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, com passagem pela Argentina. O governo argentino é suspeito de ter auxiliado o senador brasileiro na saída do país, agravando um cenário diplomático já delicado entre as nações.
Flávio Bolsonaro saiu do Brasil logo após perder as eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva. Ele não reconheceu oficialmente o resultado e utilizou um passaporte italiano para deixar o país. A rota da fuga passou pela Argentina e Equador, com possíveis apoios tanto dos Estados Unidos quanto da Argentina.
O envolvimento do governo do presidente Javier Milei é investigado, com destaque para o assessor Santiago Caputo, que teria facilitado a organização da fuga. Flávio também teria usado um jatinho da empresa argentina Baires Fly S.A., que está sob investigação por conexões com familiares do governo argentino.
Em decorrência disso, a encarregada de negócios da Embaixada da Argentina em Brasília, ministra-conselheira Emilia Cortés, foi convocada para dar esclarecimentos às autoridades brasileiras. A situação gerou forte repercussão nas esferas políticas e judiciárias de ambos os países.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, havia determinado a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro para impedir sua fuga, mas a medida não foi cumprida. A Polícia Federal apontou risco de fuga do senador, que está sob investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Além do Itamaraty, políticos argentinos também questionam a participação de autoridades locais nesse episódio. A deputada Marcela Marina Pagano acionou a Justiça Federal de Puerto Iguazú para investigar o possível auxílio nas etapas da passagem de Flávio pela Argentina, denunciando pressões do governo de Milei para bloquear provas.
Relatos de movimentações atípicas e preocupações internas na embaixada argentina em Brasília indicam que o caso é tratado com reserva pelas autoridades diplomáticas, enquanto as investigações seguem em curso para esclarecer os fatos que levaram à fuga do senador.

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