Governo atua para evitar assédio e violência após eleições
Após o segundo turno das eleições presidenciais, o governo federal adotou medidas para frear a escalada de assédio e violência no país.
Foi anunciada a criação de uma força-tarefa formada por diversos órgãos federais para combater práticas de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Além disso, órgãos governamentais estão mobilizados para investigar ameaças, agressões e até homicídios relacionados ao resultado das eleições.
A iniciativa surge após relatos em redes sociais de empresários incentivando a demissão de funcionários que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores.
Participam do grupo o Ministério do Trabalho e Emprego, o Ministério Público do Trabalho, a Advocacia-Geral da União, o Tribunal Superior do Trabalho, o Ministério Público Eleitoral e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Além das ameaças de demissão, também foram divulgadas mensagens que promovem boicotes a estabelecimentos favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para combater essas ações, o Ministério do Trabalho criou um canal específico para receber denúncias de discriminação por motivo político. Também foi lançada uma campanha para incentivar relatos de coação e ameaça no trabalho, com orientações enviadas pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.
O Ministério Público do Trabalho registrou aproximadamente 2,3 mil denúncias de assédio eleitoral durante outubro e acionou a Meta, empresa dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, para remover conteúdos que incentivem a demissão de trabalhadores. A Justiça do Trabalho determinou a retirada dessas publicações em até 24 horas.
Na área da segurança, o governo acompanha uma série de crimes relacionados à eleição, com 45 ocorrências registradas entre os dias 24 e 28 de outubro, envolvendo 47 vítimas, das quais dez morreram. Esses casos incluem ameaças, intimidações e agressões.
O Ministério da Justiça acionou corregedorias policiais para investigar episódios envolvendo agentes de segurança, enquanto a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil denunciou mais de 30 casos de violência contra indígenas após as eleições, especialmente no Mato Grosso do Sul. As denúncias mencionam assassinatos, ataques e ameaças graves contra as comunidades Guarani Kaiowá.
O Ministério dos Povos Indígenas solicitou a atuação da Polícia Federal e as pastas dos Direitos Humanos, Cidadania e Igualdade Racial participam de uma força-tarefa para acompanhar as investigações e garantir a proteção dos grupos afetados.

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