Tomate e batata pressionam inflação e elevam custo de vida em Mato Grosso
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,82% em setembro de 2026, conforme divulgado nesta sexta-feira (9) pelo IBGE. Após uma queda de 0,32% em agosto, a inflação oficial do país acelerou, totalizando um aumento de 3,95% no ano e 4,58% nos últimos 12 meses.
O principal responsável por essa pressão foi o grupo Alimentação e Bebidas, com destaque para os preços das hortaliças e tubérculos, afetados por condições climáticas adversas e perdas na safra em várias regiões produtoras. Nacionalmente, o tomate subiu 37,76%, seguido da batata-inglesa com alta de 24,07%. Além desses, a cebola apresentou aumento de 10,14% e o arroz subiu 4,56%. Por outro lado, o frango inteiro (-1,96%) e as frutas (-1,12%) tiveram queda, oferecendo um alívio parcial aos consumidores.
Em Mato Grosso, essa alta impacta diretamente o orçamento das famílias. Um estudo do Instituto de Pesquisa e Análise da Federação do Comércio de Mato Grosso (IPF-MT) revelou que a cesta básica em Cuiabá alcançou o preço médio de R$ 902,37, permanecendo em patamares elevados. O custo dos alimentos está 13,55% maior que no mesmo período de 2025.
Sebastião Gonçalves, presidente da Fecomércio-MT e conhecido como Tião da Zaeli, ressaltou que pequenas quedas temporárias nos preços não compensam os aumentos acumulados ao longo do ano. Segundo ele, o custo elevado da alimentação continua a pressionar o consumo das famílias em Mato Grosso.
O preço do tomate no estado disparou, chegando a R$ 12,20 o quilo, um aumento de 70,72% em relação ao ano anterior. As condições climáticas desfavoráveis prejudicaram a qualidade e a colheita do produto nas regiões produtoras que abastecem o mercado local. Já a batata registrou um leve recuo, sendo vendida a R$ 7,08 por quilo, embora acumule uma alta de 134,15% nos últimos doze meses.
Outros produtos da cesta básica também sofreram oscilações devido às condições climáticas e ao estoque regional, como o feijão (R$ 8,42/kg), a banana (R$ 8,34/kg) e o café (R$ 27,54 por pacote de 500g). O açúcar apresentou aumento para R$ 1,63/kg, influenciado pelo clima nos canaviais que favoreceu a produção de etanol.
Para consumidores e trabalhadores de Mato Grosso, os dados reforçam a importância de planejar cuidadosamente o orçamento doméstico. A variação nos preços dos produtos essenciais, agravada por fatores climáticos e sazonais, exige cautela nas compras e busca por opções no comércio local para manter o poder de compra em todas as regiões do estado.

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