Último debate promete confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro
O último debate presidencial antes do primeiro turno, marcado para 1º de outubro na Rede Globo, pode ser a única oportunidade para o eleitor ver um confronto direto entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
Até agora, nenhum dos dois candidatos participou de debates nesta eleição, que promete ser mais disputada do que a de 2022.
Quatro anos atrás, dez dias antes do primeiro turno, Lula tinha 47% das intenções de voto contra 33% de Jair Bolsonaro, segundo pesquisa Datafolha. Mesmo com essa vantagem, Lula não venceu na primeira etapa e o segundo turno foi decidido por pouco mais de 2 milhões de votos.
Agora, as pesquisas mostram uma diferença menor entre os principais candidatos. A pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro aponta Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno. Em um eventual segundo turno, eles aparecem tecnicamente empatados, dentro da margem de erro.
O formato do debate foi alterado pela ausência de alguns candidatos, como Renan Santos e Romeu Zema, o que muda a dinâmica e as estratégias das campanhas. Lula será o único representante da esquerda no palco, enquanto os outros candidatos são de centro ou direita. Isso pode incentivar sua participação, que ainda é avaliada como estratégica por sua equipe.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, condiciona sua presença à participação de Lula. Para sua equipe, não faria sentido comparecer se o principal adversário não estiver presente.
Outro ponto de tensionamento para Flávio é o caso Banco Master. Ele está sob escrutínio depois que a Polícia Federal encontrou registros de tentativas de contato dele com o banqueiro Daniel Vorcaro, que foi preso recentemente. A ligação feita um dia antes da prisão pode ser usada contra ele durante o debate.
Se Lula participar, a campanha planeja destacar as condições econômicas atuais em comparação com o governo anterior, associando Flávio ao legado político do pai, Jair Bolsonaro.
O debate pode, assim, colocar os dois candidatos em lados opostos. Para Lula, participar é um risco pois pode abrir espaço para ataques em um momento decisivo. Para Flávio, participar significa enfrentar diretamente o presidente e lidar com possíveis questionamentos sobre o Banco Master.
Com apenas três dias para a votação, este encontro pode ser decisivo numa eleição marcada por números mais equilibrados do que em 2022, fortalecendo a expectativa por um debate que será o único confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro antes da votação.

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