Votação da escala 6×1 será após o primeiro turno, mesmo com acordo entre Lula e Alcolumbre
Após a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala 6×1 ficará para depois do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A medida não será incluída no esforço concentrado do Senado neste momento.
A PEC é uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas o governo avalia que não tem votos suficientes agora devido à resistência da oposição.
Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa de 49 votos em dois turnos. O líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), concordou em adiar a pauta por insegurança na obtenção dos votos necessários. “Diante do contexto e da mobilização da oposição, achamos melhor esperar o momento oportuno”, disse Rodrigues, garantindo que a votação ocorrerá até o fim de outubro.
Apesar da reaproximação entre Alcolumbre e o presidente Lula, o líder do Senado não garantiu a inclusão imediata da proposta na votação, afirmando que ela será tratada de forma adequada conforme o regimento.
Recentemente, Alcolumbre se reuniu com Lula para definir as prioridades no Congresso, que incluíam a votação do fim da escala 6×1 na CCJ, onde a proposta estava parada há meses.
A oposição continua resistindo à proposta, buscando evitar ganhos eleitorais ao governo. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), tentou barrar o avanço do projeto com uma PEC alternativa, rejeitada na CCJ.
De acordo com Marinho, o governo está preocupado com o projeto para melhorar sua imagem perante a sociedade em um momento de desgaste pré-eleitoral.
A PEC alternativa foi defendida pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou que as propostas podem caminhar juntas, oferecendo mais liberdade ao trabalhador para adequar sua jornada.
A oposição também pediu vista para atrasar a votação, mas o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), concedeu apenas uma hora para análise. O relator da PEC, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou 36 emendas, mantendo o texto aprovado pela Câmara, o que agiliza a tramitação no Senado.
Na votação simbólica da CCJ, a proposta foi aprovada com votos contrários de Rogério Marinho, Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS), todos não candidatos nestas eleições. A comissão também aprovou um calendário especial para acelerar a tramitação do projeto.

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