Soja R$ 161,14 ▲ 1,07%Milho R$ 70,96 ▲ 1,04%Boi gordo R$ 346,00 ▲ 0,46%

Brasil

Votação da escala 6×1 será após o primeiro turno, mesmo com acordo entre Lula e Alcolumbre

Redação BDN
Redação BDN

Publicado em

3 min de leitura

Após a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala 6×1 ficará para depois do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A medida não será incluída no esforço concentrado do Senado neste momento.

A PEC é uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas o governo avalia que não tem votos suficientes agora devido à resistência da oposição.

Para ser aprovada no Senado, a PEC precisa de 49 votos em dois turnos. O líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), concordou em adiar a pauta por insegurança na obtenção dos votos necessários. “Diante do contexto e da mobilização da oposição, achamos melhor esperar o momento oportuno”, disse Rodrigues, garantindo que a votação ocorrerá até o fim de outubro.

Apesar da reaproximação entre Alcolumbre e o presidente Lula, o líder do Senado não garantiu a inclusão imediata da proposta na votação, afirmando que ela será tratada de forma adequada conforme o regimento.

Recentemente, Alcolumbre se reuniu com Lula para definir as prioridades no Congresso, que incluíam a votação do fim da escala 6×1 na CCJ, onde a proposta estava parada há meses.

A oposição continua resistindo à proposta, buscando evitar ganhos eleitorais ao governo. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), tentou barrar o avanço do projeto com uma PEC alternativa, rejeitada na CCJ.

De acordo com Marinho, o governo está preocupado com o projeto para melhorar sua imagem perante a sociedade em um momento de desgaste pré-eleitoral.

A PEC alternativa foi defendida pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que afirmou que as propostas podem caminhar juntas, oferecendo mais liberdade ao trabalhador para adequar sua jornada.

A oposição também pediu vista para atrasar a votação, mas o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), concedeu apenas uma hora para análise. O relator da PEC, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou 36 emendas, mantendo o texto aprovado pela Câmara, o que agiliza a tramitação no Senado.

Na votação simbólica da CCJ, a proposta foi aprovada com votos contrários de Rogério Marinho, Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Tereza Cristina (PP-MS), todos não candidatos nestas eleições. A comissão também aprovou um calendário especial para acelerar a tramitação do projeto.

Compartilhe esta notícia

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.