Alta no custo do milho pressiona lucro dos produtores em Mato Grosso
Em julho, o custo para produzir milho na safra 2026/27 aumentou em Mato Grosso, enquanto os preços do cereal não são suficientes para cobrir todos os gastos da produção.
De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o custo por hectare chegou a R$ 3.778,76, alta de 0,30% em relação a junho. Esse aumento é puxado principalmente pela valorização dos preços dos fertilizantes e corretivos usados nas lavouras.
No mesmo período, o preço médio da saca de milho foi estimado em R$ 46,12, valor que cobre o Custo Operacional Efetivo (COE), calculado em R$ 44,45 por saca. Porém, esse preço ainda é inferior ao Custo Operacional Total (COT), que é de R$ 49,00 por saca.
Na prática, isso significa que a receita das vendas consegue pagar os gastos diretos da produção, mas não cobre todos os custos do ciclo produtivo. Esse cenário é ainda mais preocupante em comparação com a safra anterior: embora o preço médio do milho tenha subido 4,67%, o custo da produção avançou 13,83%.
O descompasso entre custos e preços reduz a margem de lucro e exige que os produtores se planejem melhor para a próxima temporada. Entre os fatores que pressionam os custos estão principalmente os fertilizantes e corretivos, que estão com preços em alta.
Esse cenário destaca a importância do controle de custos e de decisões estratégicas de comercialização para os produtores de Mato Grosso. Como o preço atual cobre apenas o COE, a eficiência na produção e o uso racional dos recursos são essenciais para manter a rentabilidade.
Portanto, para a safra 2026/27, o desafio dos produtores não é só produzir mais, mas também produzir de forma eficiente diante do aumento dos custos.

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