Calor forte e solo seco desafiam produtores em Mato Grosso
O fechar do vazio sanitário da soja em Mato Grosso, previsto para o domingo, dia 6, marca o início da nova safra 2026/27, mas traz desafios complexos para os produtores locais. A mudança de clima e o manejo do solo se mostram fundamentais para o sucesso do plantio.
Nas propriedades rurais, o solo passou por meses de preparo intenso, incluindo manejo de restos de cultura, aplicação de calcário, gesso e plantio de coberturas como milheto, braquiária e crotalária, que protegem a terra contra erosão e mantêm a vida do solo ativa.
Porém, o maior desafio não está apenas no que foi feito no solo, mas sim no clima. Dados meteorológicos para os primeiros dias de setembro indicam pouca chuva, variando entre 0 e 5 mm, e temperaturas que podem chegar entre 35°C e 40°C. Henrique Eggers, analista do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), alerta para a necessidade de cautela diante dessa combinação de calor intenso e seca prolongada.
Chuvas isoladas podem não ser suficientes para o plantio, pois a umidade superficial evapora rápido, colocando em risco as sementes recém-plantadas. A experiência local indica que o plantio só deve ser iniciado com pelo menos 100 milímetros de chuva acumulada e previsões confiáveis de continuidade das condições favoráveis para a germinação.
Enquanto isso, a produtividade não para nos bastidores. O período de vazio sanitário foi importante para a eliminação de plantas voluntárias de soja, manutenção das máquinas e correção do solo. Essa organização garante que, mesmo com o solo seco e o calor intenso, os produtores estejam preparados para agir com precisão.
Em Mato Grosso, a safra 2026/27 não começa apenas no campo, mas também na estratégia. O conhecimento técnico e o controle dos impactos climáticos são tão importantes quanto o insumo tecnológico para alcançar bons resultados.

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