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Brasil

Dólar cai e Bolsa sobe com avanço de Flávio sobre Lula no mercado

Redação BDN
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Foto: Dólar

O dólar à vista teve queda de 0,86% em relação ao real, sendo cotado a R$ 5,08 nesta terça-feira (8/9). O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), terminou o dia em alta de 1,24%, alcançando 187,4 mil pontos.

Nas últimas pesquisas eleitorais divulgadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu espaço para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma possível disputa no segundo turno da eleição presidencial. Um estudo recente da Quaest indicou um empate técnico com ambos os candidatos tendo 41% das intenções de voto.

Outra pesquisa, feita pelo BTG/Nexus, mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente, com 46% contra 45% de Lula. A tendência das pesquisas aponta queda para o presidente e crescimento para o senador, o que motivou comemorações no mercado.

Essa situação eleitoral influenciou o desempenho do câmbio e do mercado de ações no Brasil, diferenciando-se das tendências globais. Enquanto o índice DXY, que mede o dólar contra outras seis moedas fortes, registrou leve queda, o dólar caiu mais significativamente frente ao real.

As bolsas de Nova York operaram em baixa, enquanto o Ibovespa teve valorização significativa, impulsionada especialmente pelas ações da Petrobras e da Vale. O preço do petróleo subiu, afetado por conflitos no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã, pressionando mercados externos.

O especialista em renda fixa da Convexa, Rafael Dadoorian, comentou que o Relatório Focus apontou uma leve redução na projeção de inflação para 2026 e uma pequena alteração na expectativa do crescimento do PIB para este ano. Ele observou também queda nos juros futuros no mercado de renda fixa. O cenário eleitoral continua sendo o centro de atenção dos investidores.

Bruno Perri, da Forum Investimentos, destacou que o mercado brasileiro é influenciado pelo cenário eleitoral. Segundo ele, muitos investidores acreditam que as chances de Flávio Bolsonaro aumentaram para o segundo turno e que ele adotaria uma política fiscal mais conservadora.

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