Fachin organiza decisões importantes e define data para futuro de Moraes
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tomou medidas para controlar a crise interna da Corte. Na última quarta-feira, 9 de setembro, ele retirou Alexandre de Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News.
Além disso, Fachin marcou uma sessão extraordinária para o dia 15 de setembro. Nessa reunião, os ministros irão analisar as provas da Polícia Federal que mostraram trocas de mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O caso ganhou força após André Mendonça, outro ministro do STF e relator do processo, ter tornado pública a investigação, o que intensificou o conflito entre os membros da Corte. Na sessão marcada, o plenário decidirá se Moraes será formalmente investigado.
Mensagens reveladas indicam que Vorcaro questionou Moraes sobre a possibilidade de ser alvo de uma ação policial. Vorcaro foi preso em 17 de novembro do ano passado no Aeroporto de Guarulhos enquanto tentava embarcar para Dubai.
Há suspeitas de que Moraes teria informado antecipadamente o banqueiro sobre a operação da Polícia Federal.
O inquérito das Fake News, que está em andamento desde março de 2019, é alvo de debates devido à sua duração, sigilo e abrangência. A Corte já definiu em 2020 a legalidade da investigação por ampla maioria.
O processo também colocou Moraes em conflito com o bolsonarismo, especialmente após incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro como investigado em 2021, após denúncias sem provas sobre as urnas eletrônicas.
Na semana passada, Moraes pediu uma investigação contra Mendonça por suposto abuso de autoridade e outros crimes relacionados a casos recentes. Contudo, esse pedido foi baseado em um relatório da Polícia Federal considerado de baixa confiabilidade.

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