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Agronegócio

Preço do suíno vivo sobe pela primeira vez em 2026, mas custo do milho e soja pressiona produtores

Redação BDN
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Foto: Reprodução

Em setembro de 2026, o preço do suíno vivo registrou a primeira alta do ano, puxado pela diminuição na oferta de carne suína e pelo crescimento da demanda no mercado brasileiro. Entretanto, essa alta não foi suficiente para melhorar o poder de compra dos produtores, que enfrentaram aumento maior nos custos do milho e farelo de soja, insumos essenciais para a criação dos suínos.

Segundo o Boletim do Suíno do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), vinculado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), o preço médio do suíno vivo na praça SP-5 – que inclui as cidades de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba – atingiu R$ 5,06 por quilo, representando um aumento de 1,9% frente a agosto.

A valorização dos insumos básicos, como o milho e o farelo de soja, superou o ritmo do aumento do preço do suíno, gerando uma piora na relação de troca dos produtores paulistas. Este efeito reduz a capacidade de compra e pode afetar a rentabilidade da suinocultura, mesmo com a alta nos preços de venda.

As exportações brasileiras de carne suína também apresentaram crescimento em setembro, com um total de 133,5 mil toneladas embarcadas, 3% acima do registrado em agosto, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No entanto, comparado a setembro de 2025, houve uma queda de 11,1%, devido à base alta do ano anterior, quando foi alcançado o mais alto volume da série histórica.

No mercado atacadista da Grande São Paulo, a carcaça especial suína valorizou-se 4,4% em setembro, com preço médio de R$ 7,73 por quilo. Essa alta está associada à demanda firme e à oferta restrita. A competitividade da carne suína diminuiu em relação à bovina, mas melhorou ante o frango inteiriço resfriado.

Os agentes do setor deverão continuar monitorando atentamente a evolução dos preços, dos custos de alimentação e da demanda interna para equilibrar a recuperação dos preços de venda com a manutenção da rentabilidade na cadeia da suinocultura.

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