Vendedores ambulantes garantem renda extra no 7 de Setembro
No 7 de Setembro, o movimento em Brasília não foi apenas para celebrar a independência, mas também uma chance de renda para ambulantes da cidade. Às margens da Esplanada dos Ministérios, muitos trabalhadores acordaram cedo para enfrentar o calor e vender seus produtos durante o desfile.
Renato Siqueira, conhecido como Palhaço Bolinha, carregava cerca de 30 quilos de balões e algodões-doces enquanto buscava clientes. Morador de Água Quente (DF) e nascido em Anápolis (GO), Renato trabalha há oito meses em frente a escolas e aproveita datas como esta para aumentar seus ganhos. Os algodões-doces custam R$ 10, enquanto os balões estão por R$ 20.
Gustavo Ferreira, que normalmente é cobrador de ônibus, optou por vender churros de doce de leite e chocolate durante o feriado. Ele precisou acordar às 4h para estar presente no local do evento.
Samuel dos Santos, que trabalha como porteiro e mora em Planaltina, também decidiu experimentar vender água de coco na data, buscando complementar sua renda para ajudar no sustento dos filhos.
Outro vendedor, Reinivaldo Garcia, comercializava bonés e chapéus sob o sol de Brasília. Natural da Paraíba, com pouca escolaridade, ele reforça a importância dos estudos para seus filhos para que tenham oportunidades melhores no futuro.
Nesse contexto, o comércio informal acompanhou o fluxo de pessoas presentes no desfile na capital. Os vendedores buscaram transformar o feriado nacional em uma oportunidade para ganhar dinheiro extra e ajudar na renda familiar.

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