Vieira vê ação da PGR como forma de intimidação
Alessandro Vieira, ex-relator da CPI do Crime Organizado, afirmou nesta segunda-feira (20/7) que a decisão da Procuradoria Geral da República (PGR) de limitar a sua atuação é uma tentativa ilegal e absurda de intimidação.
De acordo com a PGR, o senador teria ultrapassado a competência da comissão ao pedir o indiciamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Paulo Gonet, Procurador Geral da República, enviou um parecer à Procuradoria Regional Eleitoral de Sergipe, sugerindo que o caso pode envolver infração eleitoral, afastando a hipótese de abuso de autoridade, mas considerando o uso de poder político para fins eleitorais.
Vieira afirmou confiar na atuação da procuradoria regional eleitoral e destacou os riscos de enfrentar os poderosos de Brasília, afirmando seu compromisso com a justiça igualitária no país.
Durante seu relatório, Vieira pediu o indiciamento de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes por crimes relacionados ao caso Banco Master, o que motivou a ação de Gilmar Mendes contra o senador.
Segundo a PGR, o senador ultrapassou os limites da investigação ao tratar de crimes de responsabilidade, que podem levar ao impeachment de magistrados, o que não seria competência da CPI.
Para Paulo Gonet, a comissão usou sua estrutura para questionar decisões judiciais de Gilmar Mendes. A suspensão da quebra de sigilo dos irmãos de Dias Toffoli, proposta por Vieira, foi um dos pontos destacados.
Alessandro Vieira também informou que a Advocacia do Senado não teve acesso aos autos do processo, o que dificulta sua defesa.

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