Mato Grosso acelera os trabalhos na colheita do algodão
O interior de Mato Grosso enfrenta fortes ondas de calor e estiagem rigorosa, fatores que impulsionaram o trabalho das colheitadeiras nas regiões produtoras de algodão. Até o final de agosto, 88,66% da área total já foi colhida, marcando a fase final do ciclo agrícola de 2026.
Os resultados no campo têm se destacado, com vários talhões alcançando ou superando a produtividade de 400 arrobas por hectare. Nas usinas de beneficiamento, o rendimento da fibra varia entre 40% e 45%, números que têm sido celebrados por técnicos e cotonicultores.
Cuidados na destruição de soqueiras
Embora os resultados sejam positivos, é necessária uma atenção especial quanto à disciplina sanitária. A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) alertou para a importância de uma limpeza rápida dos talhões e da destruição das soqueiras, para evitar o rebrotamento dos algodoeiros.
Essa medida visa combater o bicudo-do-algodoeiro, praga que continua presente nas armadilhas de monitoramento nas propriedades e representa a principal ameaça à cultura no Brasil. Recomenda-se que a fibra seja retirada do campo e que o transporte e beneficiamento dos fardos sejam mantidos sem interrupções. Além disso, é essencial eliminar os restos vegetais antes do início das chuvas na primavera, para evitar complicações nas operações e preservar a qualidade do produto.
Perspectiva favorece o setor
A finalização da safra em Mato Grosso ocorre em um momento positivo para o mercado interno e internacional. O algodão brasileiro chega a setembro com um cenário estratégico promissor, apoiado por altos volumes colhidos, recordes nas exportações e uma valorização positiva nas cotações internacionais.

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